Este site tem afinidade com um conceito para nortear o trabalho de Criação: a da Arte Orientada Por Evolução, que sustenta outros conceitos como o Design Com Uma Visão e a Nova Consciência do Naturalista.

-->O que significa afinal, o conceito de Arte Orientada Por Evolução?

-Arte Orientada Por Evolução é a produção artistica que procura orientar-se por uma noção de progresso. Trata-se de um contínuo esforço para ajustar o foco de nossa visão como artistas em algo muito além do estritamente comercial, institucional e corporativo como tem sido. É sobre utilizar quaisquer habilidades que tenhamos desenvolvido como um aliado para realizar um outro tipo de missão. Uma missão que sabe da responsbilidade da criação artística e que procura conceitos que sejam verdadeiramente úteis e que nos ajudem a absorver e compreender uma porção cada vez maior e mais certa disto que chamamos Realidade, para uma realização Espiritual-Científica-Moral cada vez mais aprimorada de nós mesmos. É o afastamento da estética vazia como finalidade por si e frequentemente empregada para promover valores nocivos, em direção a uma busca da beleza artística conjugada a valores e conteúdos universalistas e progressistas em diversos setores da senda humana.

E
ste conceito nasceu da percepção de muitos anos atrás, de que muito pouca atenção costuma ser dada à Evolução no que diz respeito ao que desenhamos, criamos ou concebemos em arte, música, imagens e na palavra escrita.

Considerando que o trabalho artístico de qualquer área possui o potencial de afetar a vida das pessoas, penso que o foco do Ilustrador e do artista gráfico (bem como de qualquer outra area da criação), deve gravitar cada vez mais para conteúdos progressistas, usando sua capacidade de materializar sua visão para fins eminentemente úteis, fascinantes e saudáveis, distanciando-se sempre que possível do puramente comercial e principalmente das formas de arte que representem conteúdos de inversão de valores ou fúteis, pois a responsabilidade pela imagem criada e transmitida é grande e o tempo urge para que todos nós nos liguemos em conceitos mais próximos ao coração.

A criação de todo artista reflete o lhe vai na mente e na alma, suas idéias e forma de ver o mundo. Materializando estes pensamentos e desejos como pintura, desenho, comunicação visual, música, escultura ou texto, ele influi na visão e nos desejos de outras pessoas, estimulando seus centros perceptivos numa direção. Se parte de seu público consistir de pessoas que ainda não tem uma orientação pessoal calcada nas realidades maiores, estas serão muito influenciadas pelo que estarão absorvendo daquela criação e tenderão a multiplicá-las por afinidade ou inconsciência de diversas maneiras: atitudes, palavras e em suas próprias criações e escolhas profissionais. Naturalmente, para crianças o efeito é ainda mais profundo e duradouro pois ainda não possuem defesas de uma personalidade formada. Óbvio? Sim, mas poucas pessoas percebem o conjunto ou a profundidade do dano ou procuram abster-se disso, quando está ao seu alcance. Preferem continuar se distraindo e festejando, não se sabe o que, achando que tudo faz parte da chamada civilização que sempre foi e sempre será assim. Felizmente não é assim.

Dessa forma, artes que festejem, promovam, enalteçam, ou simplesmente mostrem como "entretenimento" situações ou idéias bizarras, de inversão de valores ou fúteis e tolas difícilmente deveriam ser consideradas como coisas normais e legítimas de se acolher em nossos corações e mentes, em nossos lares e em museus para visitação pública. Sequer poderiam ser consideradas arte, sendo antes um atestado do estado enfermo de nossa humanidade e de sua falta de discernimento. Não saber discernir não é o mesmo que ter liberdade e festejar a ausência de censura. É apenas imaturidade espiritual e como tal terá suas conseqüências individuais e coletivas. Não é divertido ou sinônimo de emancipação, a completa falta de discernimento ou autoridade para saber o que convém ao ser humano. Nas fases menores podemos nos divertir com um tipo de liberdade irresponsável com a volúpia de termos acesso a tudo depois de anos de censura por exemplo. Porém esta fase deve chegar ao fim um dia e ser substituida por um discernimento calcado na liberdade inteligente, aquela que rejeita coisas fúteis e que representam inversão de valores universais. Quando chegarmos coletivamente nesse estágio não mais chamaremos de arte ou encomendaremos de artistas coisas sutilmente ou afrontosamente nocivas, disfarçadas de "atitude" ou livre expressão. Nada disso é moralismo ou idealismo inocente, é apenas a constatação da realidade evolutiva do ser, que um dia teremos de admitir quer pela inteligência e maturidade espiritual, quer pela dor. É realmente uma questão de escolha, e essa é a verdadeira liberdade.

Assim, a arte por si, meramente sofisticada em sua técnica porém sem conteúdo válido ou carisma, precisa ser um dia conscientemente e definitivamente abandonada na nossa escalada em direção ao Progresso. Essa forma de conduzir a profissão ajuda a nortear a Liberdade de Expressão que conquistamos, tornando-a cada vez mais legítima para quem cria e para quem aprecia.

A iniciativa da Arte Orientada por Evolução é um convite para que cada artista que ainda não o tenha feito, seja iniciante ou veterano, comece já seu desligamento da inversão de valores e das justificativas sem sentido real para usar seu talento para coisas realmente úteis, belas, progressistas ou divertidas mas sempre fascinantes, inteligentes e limpas. Este escuro mundo precisa muito disso e nós podemos contribuir, especialmente começando por não contrbuir com coisas fúteis e enganosas que aprofundam a ilusão em nossas vidas. Cada um pode encontrar sua forma de expressão e o que mais gosta, consciente de não estar cedendo à tentação de produzir mais coisas inúteis em qualquer área. Sobreviver à custa de contribuir com a inversão de valores também terá um preço, especialmente quando se pode fazer outras escolhas. Cada um deve saber de si e o que o leva a contribuir com a enxurrada de produtos e serviços nocivos ou supérfluos. Atitudes radicais não são necessárias, nem se deseja aqui julgar ou condenar ninguém, porém é um fato que um maior discernimento e dedicação em realizar algo mais especial para todos, é algo necessário e urgente. Vale a pena parar para refletir um pouco sobre isso e depois lançar um olhar sobre nossas criações como humanidade, hoje. Sempre é tempo de mudar e melhorar tudo em nós e à nossa volta.

Além da questão da chamada liberdade artística e "variedade cultural", outra desculpa freqüente que nós artistas usamos para criar coisas nocívas ou bizarras é a questão da sobrevivência. Naturalmente, não estou deixando de considerar isso já que é uma das motivações e necessidades mais fortes que quase todos temos ainda que enfrentar no dia a dia em mundos como este. Quando falo em progresso e evolução como ingredientes ativos em nossa profissão, me refiro a uma maior conscientização que procure meios de reduzir essa contribuição nociva, fazendo escolhas melhores e reorientando seus objetivos de carreira para se alinharem mais com algo mais nobre e Verdadeiro. Nem tudo é feito por sobrevivência que, é claro, é um motivo justo. Muita coisa é feita por vaidade mesmo e por querer pertencer ao meio e sermos aceitos e num meio que aparentemente tem tanto a oferecer a seus seguidores, começando pela proteção de estar num grupo onde há muita gente fazendo o mesmo, evitando-se assim um foco crítico sobre o trabalho individual. É o caminho do menor esforço, o caminho cômodo. A verdade não pode ser burlada para sempre e haverá conseqüências um dia não importando no que se acredite hoje em termos de religião, filosofias, racionalismos, etc. para contornar a lógica simples do retorno de nossas ações para nós mesmos, inclusive nos atrelando às pessoas que desencaminhamos com nossas noções artisticas nocivas ou bizarras, para consertar o dano causado no futuro. E este dano pode ser extenso e profundo pois uma vez solta no mundo, uma criação artística danosa ou fútil, ficará vagando pelos automatismos que existem para isso, influindo sem mais controle do seu criador. Já será tarde para impedir agora, seu momento de escolha já passou.

Assim, podemos minimizar esse impacto que causamos equilibrando essa visão maior com quaisquer necessidades de sobrevivência temporárias que tenhamos hoje, que, como disse, são justas. Usamos muitos sofismas para justificar nossas ações artísticas perante nossas consciências, estas servem para rir agora ou para formar uma roda de apoiadores (todos no mesmo barco na verdade) mas nenhum deles servirá para nos proteger do choque de retorno mais tarde se escolhermos o caminho da ilusão. pense em quantas vezes não esteve em suas mãos escolher entre um rumo e outro, entre influir para algo bom ou contribuir para algo fútil ou uma flagrante inversão de valores, quando o motivo maior nem sempre era sobrevivência de verdade. Talvez fosse a sobrevivência do seu modo de vida já calcado em inversão de valores.

Por último, mas não menos importante, está o fato que devemos sempre lembrar que o artista de modo geral por ser uma pessoa com uma visão que deseja materializar, muitas vezes a qualquer custo e que depende de terceiros para isso, sempre foi manipulado por clientes e demais pessoas que encomendam suas artes, acenanando com a cobiçada publicação de sua obra como objetivo maior (os artistas sabem do que estou falando). Tanto artistas novos como veteranos costumam ainda se envaidecer com o fato de particpar desta ou daquela campanha tola (mas de grandes marcas) ou por aparecerem impressos junto a coisas da moda, não importando para que produto etc. Os veteranos já sabem o que estão fazendo, se é legítimo ou não, mas fica o conselho para quem está começando para pensar bem quais são seus motivos para contribuir para tais coisas. Tornar-se conhecido, ser visto, publicar, mostrar seu talento e técnica, etc? Tudo isso é muito manjado e típico e pode estar servindo para desencaminhar seu espírito em nome do aplauso do mundo. Todos podemos precisar nos tornar conhecidos para termos mais serviço etc., tudo isso é óbvio, por isso não está sendo esquecido. Tudo o que se pede é uma maior conscientização na hora em que podemos escolher que caminho seguir. Vale lembrar que não se está julgando o trabalho dos outros, pois cada um sabe de si, mas chamar nossa atenção coletiva para um fato inegável.

Os outros dois conceitos, de Design com uma Visão e a Nova Conscientização Naturalista vem completar e levar adiante o conceito evolutivo para ajudar a despertar em nós a necessidade de se aplicar o conhecimento de alta qualidade já existente no mundo, os avanços na compreensão espiritual-científica de tudo a nossa volta e em nós mesmos a todas as áreas do saber e da convivência, porque somente assim podemos avançar sem construir mais castelos de cartas e sem gerar mais dor, que nos visita com sua função corretiva, por nossas próprias escolhas diárias e omissão, sempre postergando o inevitável compromisso com a Vida.

Assim, essa Nova Conscientização visa motivar, inspirar e, por que não, ajudar a educar uma nova geração de naturalistas (ou qualquer pessoa em fase de expansão de consciência) para que não se demorem mais apenas nos fragmentos físicos de seus estudos que são efeito, e possam abrir suas percepções para as causas dos fenômenos do mundo material, resgatando a noção fundamental de como há vida em tudo -mesmo na matéria considerada inerte- e que esta vida é presidida, auxiliada e tornada possível graças à sustentação dada pelas Inteligências da Natureza, ou seres elementais com quem deveriamos aprender a estabelecer contato para resgatar nossas dívidas ambientais e individuais, abrindo nossas embotadas percepções para aprender a co-criar com a natureza Real, aquela muito além da matéria. Nossa ignorância ambiental não é apenas a ecológica e física mas vai muito além. A nova conscientização visa apontar isso e estimular uma grande mudança de paradigmas em relação a quem somos neste "meio ambiente". Só assim podemos esperar alcançar resultados justos e verdadeiros, pois não é ignorando as causas e os fatos que podemos nos educar realmente em ambientalismo e as outras coisas tão em voga mas tão superficiais e materialistas, calcadas ainda na maior parte na ilusão da matéria. Boas intenções requerem o desejo sincero de progredir principalmente nesse aspecto também, sem o que qualquer "acerto" será incompleto quando não, espúrio, aguardando a posterior e inevitável correção de rumo pela dor mais tarde.

Há diversas maneiras de empregar essa visão que se afiniza com muitas areas de interesse como: desenvolvimento de projetos inovadores, causas humanitárias e de consciência global, materiais inovadores para crianças, a Ilustração e o Design aplicados ao mundo do Naturalista e inovações científico-espiritualistas para mencionar alguns projetos fascinantes e eminentemente úteis.

Quanto mais se aprende, no entanto, mais fica a clara sensação de que um milhão de vezes mais ainda resta para ser aprendido, nessa escalada sem fim de superação das nossas próprias limitações em busca de melhorias, pois nada estará "terminado".

Assim sendo, amigo(a) visitante: dê uma olhada por este site e o Universo em torno do qual ele gravita e, talvez nalgum ponto, uma nova e proveitosa conexão se estabeleça.

Seja Bem-Vindo(a).


Links relacionados neste site:
. Para conhecer mais sobre estes conceitos, consulte também a nova seção piloto: Ilusões e Realidades
. Calendários 2007 da Nova Conscientização Naturalista
. Em breve: Fórum iD e iNature: um portal de assuntos relacionados à espiritualidade e meio ambiente.